Ricardo Salgado, com 77 anos, ficou a saber ontem a decisão do Tribunal Central Criminal de Lisboa em relação à acusação de 3 crimes de abuso de confiança qualificado, por ter desviado 10,7 milhões de euros do GES para 2 offshores controladas por si.

O procurador do Ministério Público, Vítor Pinto, pedia que Ricardo Salgado fosse punido com pelo menos 10 anos de prisão efetiva. Já o advogado do ex-banqueiro, Francisco Proença de Carvalho, pedia a absolvição, defendendo que, em caso de condenação, a pena fosse suspensa, atendendo à doença do seu cliente, independentemente da sua duração.
O tribunal decidiu condenar Ricardo Salgado a 6 anos de prisão efetiva. Os juízes não puseram em causa o diagnóstico de Alzheimer, mas optaram por não suspender a pena. Para já Ricardo Salgado vai continuar em liberdade mas está obrigado a entregar o seu passaporte e tem, a partir de agora, de pedir autorização à Justiça sempre que quiser sair de Portugal.
A defesa do ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES) anunciou, à saída da sala de audiências, que vai recorrer da decisão.
Ricardo Salgado não esteve presente na leitura do acórdão, com autorização do tribunal.