A Parvalorem, empresa pública que ficou com os activos tóxicos do Banco Português de Negócios (BPN), conseguiu ontem proceder ao resgate dos bens transferidos por Oliveira Costa, o ex-presidente do banco, à sua mulher na sequência do divórcio concretizado em 2008. A separação teve por único intuito enganar os credores e a mulher continua a viver na mesma casa com o marido.
No total são 887,2 mil euros e ainda têm direito a reclamar uma verba de cerca de 1 milhão de euros. O resgate destes bens destina-se à amortização parcial das dívidas de Oliveira e Costa junto da Parvalorem. Mas estes são apenas 6% do que o Estado reclama.
O património do casal Oliveira e Costa no global ascende a 6,5 milhões de euros.
Também quero a minha parte pois todos os portugueses pagaram por tudo o que aconteceu com este banco e que nos levou a ser resgatados pela Troika.
Ontem também foi notícia que o Tribunal que julga o caso Homeland, onde Duarte Lima está ser julgado, não conseguia notificar Oliveira Costa. Actualmente o ex-patrão do BPN apenas está sujeito a termo de identidade e residência pois todos os prazos das medidas de coacção a que estava sujeito, onde se incluía a prisão domiciliária, acabaram por expirar. Por este motivo o tribunal foi forçado a devolver o passaporte ao banqueiro, bem como a levantar a interdição a que esteve sujeito que o impedia de sair do país. Oliveira e Costa aproveitou logo para Renovar o passaporte. Entretanto o advogado de Oliveira e Costa diz que ele continua em Lisboa, não percebendo as dificuldades que o Tribunal tem encontrado em notificá-lo.
Há 1 ano aqui na Espuma dos Dias.