Hosni Mubarak, com 82 anos, é presidente do Egipto desde Outubro de 1981, sendo considerado como um dos mais poderosos chefes de estado do Médio Oriente, estando frequentemente envolvido nas negociações do conflito entre Isrealitas e Palestinianos.
Nos últimos dias está a ser alvo de críticas e protestos pela maioria da população egípcia. Os manifestantes estão nas ruas do Cairo, confrontando-se com a polícia, queimando edifícios do governo e desafiando o recolher obrigatório imposto.
O Prémio Nobel da Paz de 2005, Muhammad al-Baradei, director-geral da Agência Internacional de Energia Atómica e considerado o lider da oposição, regressou ao Egipto e depois de participar nas manifestações, encontra-se em prisão domiciliar.
Mubarak ontem à noite veio anunciar que demitiu o governo e vai realizar reformas sociais, económicas e políticas mas continuará a reprimir as manifestações, que continuam pelas ruas.
Não há volta a dar, enquanto Mubarak não deixar a chefia do estado egípcio, não pararão as manifestações. Depois da Tunísia, agora é no Egipto. As coisas estão a mudar nos paises árabes.
Foto do jornal Público de 6ª feira.