Anelise Borges da Euronews entrevistou na 3ª feira em Viena o líder da Frente Nacional de Resistência do Afeganistão Ahmad Massoud. Com o conflito na Ucrânia deixou-se de falar do Afeganistão, agora governado pelos Talibãs.
Ahmad Massoud, de 33 anos, filho do herói afegão Ahmad Shah Massoud que foi morto a 9 de Setembro de 2001 pela Al-Qaeda, 2 dias antes dos atentados às Torres Gémeas em Nova Iorque, disse que "Se Ahmed Shah Massoud não tivesse sido eliminado e assassinado, a tragédia do 11 de setembro não teria acontecido e nós não estaríamos de todo nesta situação".
Sobre o pai, que perdeu quando tinha apenas 12 anos, disse "Lembro-me dele ser um professor muito rigoroso e ensinar-me arte, ensinar-me poesia e ensinar-me literatura. Ele adorava literatura persa, adorava poesia Sufista... E era um homem muito forte. Quando estava com ele, sentia-me calmo "não vai acontecer nada, ele está aqui".
Em relação ao actual governo do Afeganistão disse que "os Talibãs, após um ano no poder, mostraram verdadeiramente que não são capazes de governar". Ahmad Massoud espera que "Agora não existe presença das forças internacionais no Afeganistão, por isso a oportunidade está lá para um esforço conjunto e para criar o máximo de pressão. E acima de tudo, o povo, a nova geração, e especialmente as mulheres, não querem que a situação continue. Portanto, prevaleceremos, seremos bem-sucedidos, mas precisamos da atenção e apoio do mundo agora, antes que se torne tarde demais".