Ontem foi dia de eleições na Venezuela para a Assembleia Constituinte. Vão ser eleitos 545 membros da Assembleia Constituinte, que tomarão posse a 2 de Agosto e terão um prazo indeterminado para redigir uma nova Constituição.
Dos 545 membros, 364 vão ser agora eleitos por representação territorial, sendo um representante por cada município e dois para cada capital do país, independentemente do número de habitantes. Os outros 173 candidatos serão eleitos por 7 sectores sociais, determinados pelo presidente Nicolás Maduro distribuídos da seguinte forma: 5 empresários, 8 camponeses ou pescadores, 5 portadores de deficiência, 24 estudantes, 79 trabalhadores, 24 representantes de comunidades e conselhos comunitários e 28 aposentados e aposentadas. As últimas 8 vagas serão preenchidas por pessoas eleitas em comunidades indígenas no dia 1 de Agosto.
Segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), mais de 19,4 milhões de venezuelanos estão registados e podem votar mas não é obrigatório comparecer às urnas e não há um número mínimo de votantes para validar o processo.
Esta foi a solução que Nicolás Maduro arranjou para acabar com a grave crise política no país, mas a oposição exige eleições gerais e considera a iniciativa uma fraude para tentar perpetuar o presidente no poder, tendo feito de tudo para que esta eleição não se realizasse. A oposição tem maioria no Parlamento.
A violência pela Venezuela tem sido gigantesca. O que era preciso era que a oposição e os apoiantes de Maduro chegassem a um entendimento para bem do país pois não é de esperar que o clima de quase guerra civil termine nos próximos tempos. Teria também de surgir alguém que mediasse este conflito.E para o ano há eleições presidenciais.
Entretanto quem vai sofrendo é o povo venezuelano. Milhares estão a fugir para a Colômbia. Muitos emigrantes estão a retornar à Madeira.
Há 1 ano aqui na Espuma dos Dias.