Ontem ao fim da tarde chegava a notícia da morte de Mariano Gago, ex-ministro da Ciência nos governos de Guterres e Sócrates (no total foram 4644 dias no governo). Provavelmente António Costa já estaria a pensar nele para a pasta, que é uma das marcas dos governos PS.
Mariano Gago tinha 66 anos, licenciou-se no Técnico em engenharia electrotécnica e doutorou-se em Física pela Universidade de Paris, desenvolvendo a sua investigação na área da física de partículas. Quando termina o doutoramento, segue para a Suíça, para Genebra, onde fica o Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), tralhando no campo da aceleração e colisão de partículas, das altas energias. Atualmente era professor catedrático no Técnico e presidente do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas.
A morte de Mariano Gago deixa a ciência portuguesa mais pobre e cria um vazio difícil de preencher. Era considerado uma das figuras que mais fizeram pela promoção da ciência em Portugal. Foi ele que criou o Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, que tem hoje uma rede de centros pelo país e cujo mais conhecido é o Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações.
Há 1 ano aqui na Espuma dos Dias.