Aung San Suu Kyi, Prémio Nobel da Paz em 1991, está a ser muito contestada por todo o mundo por causa do silêncio ensurdecedor perante a perseguição à minoria rohingya na Birmânia. Uma petição on-line reune já 396 mil assinaturas para que lhe seja retirado Prémio Nobel. O comité Nobel norueguês já revelou que é estatutariamente impossível retirar um prémio.
Um dos críticos é Desmond Tutu, o arcebispo da África do Sul laureado com o Prémio Nobel da Paz em 1984.
A comunidade rohingya é composta por cerca de um milhão de pessoas e é considerada uma comunidade de imigrantes ilegais do "vizinho" Bangladesh, apesar de muitos viverem na Birmânia há várias gerações. Segundo a ONU, cerca de 164 mil pessoas, a maior parte da comunidade 'rohingya', fugiram da violência na Birmânia em menos de duas semanas e buscam agora refúgio no vizinho Bangladesh.
Aung San Suu Kyi, que esteve presa durante 15 anos por ser a líder da oposição birmanesa, lidera a Birmânia desde que em 2015, depois de vencer as primeiras eleições livres com 80% dos votos.
Há 1 ano aqui na Espuma dos Dias.