No sábado, quando saiu a notícia, não foi dado muito relevo mas no domingo ontem não se falou de outra coisa - o não pagamento da segurança social por parte de Passos Coelho entre 1999 e 2004.
Ontem ouvimos as primeiras palavras de Passos Coelho. Disse que não foi notificado sobre a dívida à Segurança Social e que estava convencido que há 15 anos as contribuições para a Segurança Social dos trabalhadores independentes eram opcionais e que não teve qualquer intenção de não cumprir as suas obrigações contributivas.
Na próxima 6ª feira há debate semanal na Assembleia da República e este assunto não deixará de ser abordado.
Terá Passos Coelho condições para continuar a chefiar o governo? Eu acho que não. Como um 1º ministro ou ministro pode continuar no lugar que ocupa sabendo que teve anos sem pagar à Segurança Social como qualquer cidadão.
Gostava tanto de saber a razão por só agora esta notícia ter sido lançada cá para fora.
A saída de Passos Coelho não obriga a ter de haver eleições antecipadas. A nº 2, Maria Luís Albuquerque, podia substitui-lo. Os mercados não reagiriam mal, bem pelo contrário.
Há 2 anos aqui na Espuma dos Dias.