Cuba está a passar pela pior crise energética em décadas. Os Estados Unidos cortaram-lhes o fornecimento de petróleo e ameaçam invadir Cuba.
Na passada 2ª feira, Donald Trump falou em "Ficar com Cuba de alguma forma... Quer a liberte, quer a conquiste, penso que posso fazer o que quiser com ela, se querem saber a verdade. Neste momento, é uma nação muito enfraquecida".
As Nações Unidas dizem que Cuba está à beira de um colapso humanitário.
O Presidente Miguel Díaz-Canel diz que o país ficou 3 meses sem receber importações de petróleo. Confirmou que o seu governo iniciou conversas directas com a administração norte americana para tentar resolver as diferenças bilaterais e aliviar a pressão económica. No entanto, o governo cubano rejeita categoricamente qualquer discussão que envolva a mudança do sistema político na ilha ou a sua destituição. Acrescentou ainda que Cuba se está a preparar para uma possível "agressão" ou tentativa de tomada de poder pelos Estados Unidos, adoptando uma estratégia de defesa baseada na "guerra de todo o povo".
Actualmente, 2 petroleiros russos tentam chegar a Cuba com petróleo mas os Estados Unidos não estão a deixar que tal aconteça.
Uma flotilha humanitária internacional, batizada de "Nuestra América", chegou a Cuba ontem para entregar toneladas de auxílio humanitário. Levaram alimentos, medicamentos, painéis solares e um gerador. A flotilha, que partiu do México na 6ª feira, era liderada pelo ativista brasileiro Thiago Ávila e contou com a participação de figuras políticas internacionais, como o espanhol Pablo Iglesias (fundador do Podemos) e o britânico Jeremy Corbyn (ex-líder do Partido Trabalhista).