A Espuma dos Dias no Sapo

Foi obra

Chegou aos 106 anos. Fez anos a 11 de Dezembro. Morreu ontem o realizador português mais aclamado internacionalmente. Por todo o lado há referências à sua morte.


Recebeu em Dezembro, em Serralves, a Legião de Honra de França.


O Governo decretou 2 dias de luto nacional. A comunidade cinéfila e cultural, bem como a classe política, desmultiplicou-se em declarações e testemunhos a lamentar a perda.


A última obra foi "O velho do Restelo", uma curta-metragem, que estreou em Portugal o ano passado no dia do seu aniversário, depois de ter passado no Festival de Veneza, em Setembro. Passou ontem na RTP1, em horário nobre e antes da novela.


Mantinha o ritmo de uma obra por ano há várias décadas.


O seu 1º filme, um documentário, foi "Douro, Faina Fluvial", realizado no final dos anos 20 com uma câmara oferecida pelo pai, que estreou em 1931. Em 1942, surge sua primeira obra de ficção: "Aniki Bobó". Só depois da década de 70 é que Manoel de Oliveira começa a acumular prémios, louvores, homenagens e presenças em festivais internacionais de cinema.


Agora, com 95 anos, Lester James Peries, natural do Sri Lanka, passa a ser agora o cineasta mais velho do mundo. No entanto, o último filme que realizou foi "Ammawarune", em 2006, quando tinha 81 anos. Já Manoel de Oliveira fez 22 longas-metragens após essa idade.


Têm mais de 90 anos também os realizadores Jonas Mekas (92 anos), lituano, o iraniano Ebrahim Galeston (92 anos), o norte-americano Haskell Wexler (93 anos) e o japonês Seijun Suzuki (91 anos).



 


Há 1 ano aqui na Espuma dos Dias.


 

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