No passado domingo Evo Morales, no poder desde 2006, demitiu-se da presidência da Bolívia. Na 3ª feira foi para o México, face aos receios pela vida. Os críticos de Morales celebraram a demissão e o exílio. No entanto, o desejo de Morales é regressar à Bolívia e diz-se vítima de um golpe de estado.
Na capital, La Paz, manifestantes pró-Morales, com o emblema dos povos indígenas da região de Los Andes, a wiphala, proclamada como símbolo nacional na Constituição de 2009, dizem que ele foi "um bom homem" que "trabalhou por todos e não roubou ninguém, como este governo de ladrões que dirige a Bolívia vai fazer" e pedem a sua volta.
Manifestantes contra Morales chegaram a queimar a wiphala (quadrado com 7 cores que representam, por exemplo, o verde da produção agrícola, o violeta do poder comunitário ou o vermelho da terra).
Interinamente, é Jeanine Ánez, de 52 anos, até agora vice-presidente do Senado da Bolívia, que chefia o país até novas eleições, que deverão ocorrer num prazo máximo de 90 dias.
O Movimento para o Socialismo, partido do qual Evo Morales é lider, quer concorrer nas próximas eleições mas Ánez diz que terão de encontrar um novo líder porque "Morales não tem qualificações para um 4º mandato".