Sempre vai haver eleições leislativas em Itália. O presidente Sergio Mattarella marcou o ato eleitoral para 25 de Setembro.
Nas sondagens quem vai na frente é Giorgia Meloni, de 45 anos, líder dos Fratelli d'Italia, partido de extrema direita. Seria a 1ª mulher a governar Itália. Já a consideram a Marine Le Pen italiana.
Em 2018 os Fratelli d'Italia tiveram 4,4% e agora dão-lhes 23%. Claro que vai ter de ter o apoio dos outros parridos de direita. Nas sondagens a Liga de Matteo Salvini tem 15% e a Força Itália de Silvio Berluscono tem 8% das intenções de voto. O Partido Democrático, de Enrico Letta, surge com 22% e o Movimento 5 Stelle, liderado por Giuseppe Conte, tem 11%. As sondagens ainda não têm em conta a cisão destes últimos, desencadeada pela saída do chefe da diplomacia, Luigi di Maio, que formou o Juntos pelo Futuro.
Meloni não se considera de extrema-direita, definindo-se como pertencente à direita conservadora "extremamente rigorosa", crítica da imigração e da islamização da sociedade.