Os estivadores continuam a luta. Só nos portos de Sines e Leixões é que a greve se faz sentir em menor grau. A luta é contra o novo regime do trabalho portuário e continuará até final de Novembro.
O governo quer aumentar a competitividade dos portos nacionais fazendo descer a factura portuária entre 25% a 30%. O descontentamento é devido ao elevado nível de desemprego, de precariedade laboral e de insegurança no emprego, passando muitas funções que eram exercidas pelos estivadores a ser realizadas por outros trabalhadores de fora.
Actualmente, há cerca de 800 estivadores a trabalhar nos portos portugueses como profissionais da actividade e algumas centenas de trabalhadores precários, que terão tendência para aumentar com a nova lei.
Muito têm criticado os estivadores pela continuação da luta, referindo que eles ganham muito, o que não é bem verdade. Aqui podem ver alguns exemplos de recibos de ordenado de estivadores do Porto de Aveiro.
Ontem foi anunciada a queda nas exportações portuguesas, 6,5% em Setembro, o que aconteceu pela 1ª vez este ano, e logo vieram culpar os estivadores por esta situação. Para Vítor Dias, presidente do Sindicato dos Estivadores, "O único e exclusivo responsável é o Governo, porque os portos estavam a funcionar normalmente, estavam em contra-ciclo e em crescimento".
Há 1 ano aqui na Espuma dos Dias.