Jerusalém, localizada num planalto nas montanhas da Judeia, entre o Mediterrâneo e o mar Morto, é uma das cidades mais antigas do mundo, sendo considerada sagrada pelas três principais religiões - judaísmo, cristianismo e islamismo
O mundo ficou profundamente preocupado com a decisão tomada por Donald Trump na 4ª feira de reconhecer Jerusalem como capital de Israel. O EUA torna-se assim no único país do mundo a reconhecer Jerusalém com a capital de Israel.
Uma lei norte-americana de 1995 solicitava a Washington a mudança da embaixada para Jerusalém, mas essa medida nunca foi aplicada, porque os Presidentes Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama adiaram sua implementação, a cada 6 meses, com base em “interesses nacionais”.
Israel considera a Cidade Santa a sua capital “eterna e reunificada”, mas os palestinianos defendem pelo contrário que Jerusalém-leste deve ser a capital do Estado palestiniano ao qual aspiram, num dos principais diferendos que opõem as duas partes em conflito.
Só Israel se congratulou com a decisão de Trump, considerando o dia 6 de Dezembro como "histórico". O primeiro ministro isrealita Benjamin Netanyahu considerou que o anúncio de Trump é “um passo importante para a paz”.
Já o Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, afirmou que esta é uma “decisão deplorável” e que os EUA deixaram de poder desempenhar o seu papel histórico de intermediário nas negociações de paz com os palestinianos e estão a “minar deliberadamente todos os esforços de paz”.
A revolta contra os Estados Unidos e Israel já se faz sentir nas ruas e para esta sexta-feira são esperadas mais manifestações em solo palestiniano.
Como disse o Papa, durante a audiência semanal, "Jerusalém é uma cidade única, sagrada para judeus, cristãos e muçulmanos, que ali veneram locais sagrados para as suas respetivas religiões e ela tem uma vocação especial para a paz. Peço a Deus que esta identidade seja preservada e reforçada, em benefício da Terra Santa, do Médio Oriente e de todo o mundo"
Há 1 ano aqui na Espuma dos Dias.