A Espuma dos Dias no Sapo

José Saramago no 12º ano

Está a ser grande a polémica com a proposta que prevê o fim da obrigatoriedade da leitura de romances de José Saramago no 12.º ano de escolaridade. 


O documento em consulta pública sugere que os romances de Saramago, como Memorial do Convento ou O Ano da Morte de Ricardo Reis, deixem de ser leitura obrigatória, passando a integrar um leque de opções de escolha para os professores. Um nome que aparece para ser escolhido é o de Mário de Carvalho, autor de Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde, de 1994, e A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho, de 1983.


Já a obra Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, passaria a ser de leitura obrigatória no 11ºano.


A Fundação José Saramago questionou publicamente os critérios usados para propor a retirada de José Saramago do núcleo de leituras obrigatórias, sublinhando a importância da sua obra como o único Nobel da Literatura de língua portuguesa.


A Associação de Professores de Português diz que Saramago não está a ser "expulso" do currículo, mas sim que a proposta visa dar maior flexibilidade aos docentes para escolherem entre diferentes autores contemporâneos.


Mário de Carvalho reagiu à polémica, agradecendo o reconhecimento, mas fez questão de se distanciar de qualquer lógica de rivalidade.


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Há 1 ano aqui na Espuma dos Dias.


 

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