Já lá vão 5 dias de protestos pela prisão de Pablo Hasél e não apenas em Barcelona. Pablo Hasél foi detido na 3ª feira na Universidade de Lérida, onde se tinha barricado, depois de ter sido condenado a 9 meses de prisão por, segundo a acusação, insultar as forças de ordem espanholas, fazer a glorificação do terrorismo e injuriar a monarquia.
Na 4ª feira a Música do dia aqui foi a polémica Ni Filipe VI, de Pablo Hasél.
Cerca de 200 artistas, incluindo o realizador Pedro Almodóvar e o ator Javier Bardem, tomaram posição em seu favor. Por cá corre uma petição que já soma mais de 3000 assinaturas a pedir a libertação de Pablo Hasél, que conta com a subscrição de Capicua, o ator André Gago, os artistas plásticos Vihls, Bordalo II e Miguel Januário, os músicos Sérgio Godinho, Manuel João Vieira, Mitó Mendes, Tó Trips, Vitorino e Lena d’Água.
Por causa da prisão de Pablo Hasél, uma crise no governo espanhol está instalada, uma vez que o Podemos não condenou a violência nas manifestações a favor da libertação de Pablo Hasél. No entanto, os socialistas já anunciaram que vão alterar a lei, de forma a que "excessos verbais cometidos no contexto de manifestações artísticas, culturais ou intelectuais" não impliquem penas "privativas da liberdade".