Tinha 65 anos e estava escondido desde 2015 na Serra da Gorongosa, na província de Sofala, no centro de Moçambique. Estavam a decorrer negociações para que pudesse abandonar em segurança o local onde se encontrava escondido e retomar a vida política.
Ao que parece Afonso Dhlakama, líder histórico da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), terá morrido de complicações relacionadas com diabetes, enquanto aguardava por um helicóptero que o levaria a Pretória para se submeter a um tratamento hospitalar de urgência.
Afonso Dhlakama formou a Renamo em 1976 e liderou o partido durante a Guerra Civil que durou 16 anos e que viria a terminar, em 1992, com a assinatura do Acordo Geral de Paz, entre Dhlakama e Joaquim Chissano.
Em outubro de 1994, Afonso Dhlakama concorreu às primeiras eleições presidenciais de Moçambique, mas só obteve 33,7 % dos votos, contra 53,3 de Chissano. Em dezembro de 1999 voltaram a realizar-se eleições presidenciais e de novo Dhlakama perdeu para Chissano mas desta vez a margem foi menor tendo Dhlakama conseguido 47,71 %. Nas eleições presidenciais de 15 de Outubro de 2014 obteve apenas 36,61%.
Nos últimos tempos o líder da RENAMO sofreu vários atentados contra a sua vida
Em Outubro há eleições presidenciais, legislativas e regionais em Moçambique. Vários analistas têm referido que a Renamo estava a aumentar a sua base de apoio.
Por cá tem-se falado pouco de Moçambique, a não ser quando há raptos de portugueses. O presidente Marcelo Rebelo de Sousa este há 2 anos por lá.
Há 1 ano aqui na Espuma dos Dias.