Este ano o Nobel da Paz não foi para nenhuma personalidade muito conhecida. As vencedoras foram 3 mulheres africanas ligadas aos direitos humanos - Ellen Johnson-Sirleaf, Leymah Gbowee, da Libéria, e Tawakkul Karman, do Iémen. 
Para o Comité Nobel, as 3 mulheres foram galardoadas "pela sua luta não violenta em favor da segurança das mulheres e dos seus direitos de participarem no processo de paz". Das 3, a mais conhecida é Johnson-Sirleaf, com 72 anos, que foi a 1ª mulher a ser eleita democraticamente como presidente em África. Leymah Gbowee, conhecida como a #guerreira da paz", é uma militante pacifista que contribuiu para pôr fim a guerras civis que aconteceram na Libéria até 2003. Tawakkul Karman, de 32 anos, membro do principal partido islâmico do Iémen, Al-Islah, e presidente da organização Mulheres Jornalistas Sem Correntes, tem-se destacado na defesa dos direitos humanos e na liderança dos protestos pacíficos contra o regime de Ali Abdullah Saleh, tendo dedicado o prémio à "Primavera`Árabe".
O Comité Nobel espera que este galardão "contribua para acabar com a repressão das mulheres que ainda ocorre em muitos países e ajudar a perceber o grande potencial para a democracia e paz que as mulheres podem representar".
A Assembleia da República aprovou um voto de congratulação pela atribuição do prémio a estas 3 mulheres - "A participação das mulheres nos processos de paz e segurança, na promoção da justiça, do bem-estar e do desenvolvimento da sociedade no seu todo encontra aqui expressão e esse é um grande motivo de regozijo"