A Espuma dos Dias no Sapo

O futuro da ADSE

Ontem no Jornal de Notícias, Álvaro Beleza, coordenador para a área da saúde do PS, disse que a ADSE era um subsistema de saúde injusto que "beneficia um milhão e trezentos mil portugueses, e faz com que o acesso à saúde não seja igual para todos". Concluiram muitos que o PS queria acabar com a ADSE. Carlos Zorrinho veio logo dizer que o PS não era a favor do fim da ADSE. Já Correia de Campos, ex-ministreo da Saúde de José Sócrates, veio defender a "substituição da ADSE por um outro subsistema mais justo".



A ADSE foi criada em 1963 e agora parece que o seu futuro está posto em causa. Recorde-se que o Serviço Nacional de Saúde surgiu apenas em 1979. A ADSE é financiada essencialmente por 2 vias: Orçamento do Estado, através descontos das entidades da administração pública empregadoras dos trabalhadores, e contribuições dos beneficiários (activos e aposentados), que realizam descontos de acordo com os respectivos vencimentos. Até 2005 o desconto era de 1% e desde essa data o valor foi aumentado para 1,5%, para os beneficiários activos, e para os aposentados converge todos os anos 0,1 até atingir os 1,5%.


Quem ganha muito com a ADESE são os hospitais privados, que tem o futuro ameaçado se a ADSE acabar.


 


Foto do site da ADSE.


 


Há 1 ano aqui na Espuma dos Dias.


 

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