Na 4ª feira à noite não houve apenas o debate entre Passos Coelho e António Costa. Na Grécia, 7 dos 8 candidatos às eleições do próximo dia 20, com representação parlamentar, participaram num debate que já não ocorria desde 2009 e que durou 3 horas. Os neonazis da Aurora Dourada ficaram de fora.
O debate contou com 1 moderador e 6 jornalistas. Participaram Alexis Tsipras pelo Syriza, Vangelis Meimarakis,novo líder da Nova Democracia, Panagiotis Lafazanis, ex-ministro de Tsipras, pela Unidade Popular, Stavros Theodorakis pelo To Potami, Dimitris Koutsoumbas pelo KKE, Panos Kammenos, ministro da defesa de Tsipras, pelo ANEL e Fofi Gennimata pelo PASOK. Os 7 foram questionados sobre 5 temas - Economia e Desemprego, Educação e Saúde, Administração e Política Social, Migração e Refugiados, Política Externa e Defesa.
Segundo analistas, o debate foi muito mais maçador, com uma repetição das mensagens de sempre, e um quase incentivo à abstenção. Tsipras disse que lutou muito durante as negociações em Bruxelas e que muitas das promessas do Syriza serão cumpridas no futuro. Num ataque à Nova Democracia, repetiu que o slogan do seu partido é "livramo-nos do velho e abraçar o novo". Panagiotis Lafazanis continua a dizer que a saída da Grécia do euro é uma questão que está longe de estar arrumada. O líder da Nova Democracia acusou Tsipras de ter feito aos gregos promessas que sabia não poder manter e de ter destruído a recuperação que a sua coligação tinha conseguido, lembrando que que o seu governo "foi violentamente interrompido" e que em Janeiro, quando entregou o país ao Syriza, "a economia estava em melhor situação do que agora".
A última sondagem dá 28% para o Syriza e 23% para a Nova Democracia. Por lá vai ser ainda mais difícil formar-se um governo de maioria.
Há 1 ano aqui na Espuma dos Dias.