Coitado do Presidente Norte Americano, que teve de estar à chuva à hora de almoço a ouvir os hinos em Belém na companhia de Cavaco Silva. Depois deixou uma mensagem no livro de honra: "Agradecemos ao povo português pela sua amizade e pela parceria enquanto aliados unidos por interesses e valores comuns. Estou convencido que podemos trabalhar para promover a segurança e a prosperidade para os nossos países e para o mundo." Tal como eu, Barack Obama é canhoto mas ao contrário de mim escreve com a mão por cima do texto.
Ao almoço, juntaram-se José Sócrates, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, o presidente da Casa Civil da Presidência da República, Nunes Liberato, o chefe da Casa Militar, o tenente-general Carlos Reis, o chefe de gabinete do primeiro-ministro, Guilherme Dray, e o assessor do Presidente da República para as Relações Internacionais, Domingos Vital, e a secretária de Estado, Hillary Clinton, o conselheiro de Defesa Nacional, o embaixador dos Estados Unidos em Portugal, Allan J. Katz, bem como altos quadros da Casa Branca e do Departamento de Estado. A ementa foi creme de ervilhas, medalhões de garoupa e bavaroise de frutos silvestres. A acompanhar a refeição bebeu-se um vinho branco Cerro das Mouras Banco 2009, do Douro, e um porto vintage. Foram ainda serviços os tradicionais pastéis de Belém.
O que os governantes portugueses queriam deste encontro era que os Estados Unidos aceitassem que o comando da Nato em Oeiras se mantivesse como regional mas vai passar a ser apenas um comando de componente, recebendo o actual quartel-general de componente naval sedeado em Nápoles.
Vamos lá ver como vão decorrer as manifestações esta tarde em Lisboa. Normalmente nestas situações costuma haver muitos distúrbios.
Foto do Jornal de Notícias.