Ontem foi dia Dia Mundial da Prematuridade. O Cristo Rei, em Almada, esteve iluminado a roxo, cor escolhida para simbolizar este dia, uma iniciativa da XXS, Associação Portuguesa de Apoio ao Bebé Prematuro.
Esta data ficou marcada pela morte no domingo da Margarida, a bebé prematura que nasceu no Dubai e que tanto sensibilizou os portugueses por os pais não terem capacidades financeiras para a ter internada. Não deu em nada o apoio, de tantos portugueses e não só, a este casal que teve de emigrar para o Dubai.
Infelizmente, 50% do bebés prematuros com 25 semanas não sobrevivem.
Cada vez mais há casos destes por causa das mulheres terem os filhos mais tarde e por causa dos tratamentos de fertilidade.
E quando estes bebés sobrevivem, podem ocorrer sequelas - 10% destes prematuros sofrem paralisia cerebral e 25% têm atrasos no desenvolvimento.
Teresa Tomé, no jornal Sol, directora de pediatria da Maternidade Alfredo da Costa diz que entre os 150 prematuros com menos de 32 semanas ou 1,5 kg de peso que ali nascem anualmente, há 4 ou 5 a quem se interrompem os cuidados nos primeiros dias e acabam por morrer - "Em geral, os pais acham que é o melhor para o filho, que nunca iria ser feliz nem ter condições para viver com tantos handicaps".
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