Enquanto que em Portugal não houve grandes mudanças com as eleições europeias, no resto da Europa, a situação foi diferente. Os partidos mais tradicionais e que têm estado mais tempo no governo sofreram grandes derrotas.
Começo pelo Reino Unido - o Partido do Brexit venceu as eleições com 31,7%, seguido pelo Lib Dem (europeísta) com 18,5%, enquanto que o Labour ficou em 3º lugar, alcançado só 14,1% e os Green (também europeístas) em 4º com 11,1%. Os Conservadores só conseguiram 8,75%, ficando em 5º lugar. Os que saíram do Labour e dos Conservadores e formaram o Change UK (europeísta) só obtiveram 2,9%. com este resultados é difícil que quem apoie um novo referendo consigam que o Reino Unido volte atrás com o Brexit.
Em Itália, o Movimento 5 Stelle, do primeiro ministro de Giuseppe Conte ficou-se pelo 3ºlugar, com 17,1%. A Lega de Matteo Salvini, que também está no governo, venceu as eleições com 34,3%. A surpresa foi o 2º lugar do Partido Democrático, com 22,7%. Já a Forza Itália, de Berlusconi ficou-se pelo 4º lugar, com 8,8%.
Em França venceu o Rassemblement National, de Marine Le Pen, com 23,3,3%. A République en marche, de Emmanuel Macron, ficou-se pelo 2º lugar, com 22,4%. Os Socialistas, em coligação no envie d'Europe, só conseguiram o 6º lugar, com 6,2%, menos 0,1%, que a a esquerda da La France Insoumise. A direita, que agora se chama Les Républicains, ficaram em 4º, com 8,5%. Só falta falar do 3º lugar dos ecologistas, que conseguiram excelentes votação por toda a Europa, com 13,5%.
Na Grécia, o grande derrotado foi o Syriza, que ficou em 2º lugar, com 23,7%. Os vencedores voltaram a ser a Nova Democracia, com 33,3%. A consequência destes resultados foi que Alexis Tsipras anunciou eleições antecipadas.
Até na Alemanha houve novidades - a CDU/CSU venceu com 28,9% mas o 2º lugar foi para os Verdes, com 20,5%. O SPD só surgiu em 3º lugar com 15,8%.