Faço minhas as palavras do Sr. Rui De Carvalho, pai de Bruno de Carvalho - "Os indícios não são nada, ou há factos e provas concretas ou não há nada. Há a vossa [jornalistas] imaginação". Quando lhe perguntaram, depois de estar com o filho no posto da GNR em Alcochete, onde Bruno de Carvalho está detido desde a meia noite de domingo, se tinha confiança na justiça, disse "Talvez ele tenha mais do que eu". Depois do que aconteceu no domingo, com a sua detenção, ainda não tendo sido ouvido por um juiz, sendo acusado de 56 crimes, não dá para acreditar na justiça.
Destaco também as palavras iniciais de Miguel Sousa Tavares, no seu comentário semanal na TVI - "Acusação de terrorismo é absolutamente descabida", "as pessoas são detidas depois de ouvidas por um juiz, quando o juiz entende que há indícios suficientes para manter em prisão preventiva”, "Ser detido previamente é um abuso, é uma violência injustificada, é uma humilhação injustificada, e sobretudo, para o comum das pessoas que não está a par das minudências jurídicas, isto insinua logo uma culpabilidade sobre a pessoa que ainda nem sequer foi ouvida. Isto é absolutamente inaceitável e inadmissível e repete-se sistematicamente".
Não tenho esperanças que hoje depois de ser ouvido, Bruno de Carvalho possa ir para casa. Agora quando for julgado, se alguma vez houver julgamento, tenho a certeza que será absolvido. O pior é que nessa altura já não haverá Sporting para salvar.