Foi a a 11 de fevereiro de 2007 que o Sim ganhou o referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez. Foi o fim de uma situação humilhante.
Agora um grupo de cidadãos e cidadãs do movimento "Pelo Direito a Nascer", que recolheu quase 50 mil assinaturas, apresentou na Assembleia da República uma Iniciativa Legislativa Popular para que fosse alterada a lei em vigor sobre a interrupção voluntária da gravidez. Querem que se apliquem taxas moderadoras, bem como uma obrigar a mulher a assinar uma ecografia antes de abortar.
Ontem o assunto foi debatido na Assembleia da República. A maioria pediu que os projetos de lei baixassem à especialidade, sem votação. Numa altura em que se aproxima a passos largos o fim desta legislatura, não é adequado que se altere a lei. Para além disso possíveis divisões nas bancadas da maioria não seriam bem vistas.
O último relatório da Direcção Geral da Saúde, divulgado o mês passado, mostra que em 2014 se realizaram 16039 interrupções voluntárias da gravidez, o número mais baixo desde que entrou em vigor a lei que permite às mulheres abortarem por sua vontade até às 10 semanas de gestação. Certamente que a IVG não é usada como um método anticoncepcional e não está ser banalizada.
Há 1 ano aqui na Espuma dos Dias.