Tinha 47 anos, chamava-se Samuel Paty e era professor de História e Geografia no colégio de Bois d'Aulne, em Conflans-Sainte-Honorine, a 50 km de Paris. Faleceu na passada 6ª feira, decapitado por um checheno de 18 anos, nascido em Moscovo, que se encontrava refugiado em França desde os 6 anos com a família.
O responsável por esta barbárie, que vivia na cidade de Évreux, na Normandia, a cerca de 100 km do local do crime, foi morto pela polícia com 9 balas.
Samuel Paty estava a ser alvo de ameaças desde que mostrou desenhos do Profeta durante uma aula sobre liberdade de expressão. Chegou a ir à polícia apresentar queixa. Na aula tinha aconselhado os alunos muçulmanos a desviarem o olhar se considerassem que poderiam ficar ofendidos.
Milhares de franceses saíram à rua no domingo para homenagear o professor com cartazes onde se lia: "Je suis enseignant" (Eu sou professor).