A Espuma dos Dias no Sapo

Voltou a Itália

Aos 64 anos, Cesare Battisti regressa a Itália para cumprir uma pena de prisão perpétua. Há muito que a Itália esperava a prisão de Cesare Battisti.


No final da década de 70 Cesare Battisti terá assassinado 4 pessoas (dois policiais, um joalheiro e um trabalhador de um matadouro). Battisti nega as acusações de que é alvo e diz-se vítima de perseguição política. No aeroporto de Ciampino, em Roma, esperava-o o ministro do Interior, Matteo Salvini, que o chamou de “assassino comunista”.


Battisti primeiro foi membro dos Proletários Armados pelo Comunismo, um grupo militante e terrorista de extrema-esquerda que cometeu actos ilegais em Itália durante o período conhecido como Anos de Chumbo (que durou do final dos anos 1960 até o fim da década de 1980), fugiu para a França e depois para o México antes de se estabelecer no Brasil, onde escreveu 15 livros. Em  Março de 2007 foi preso no Rio de Janeiro mas depois foi lhe dado o estatuto de refugiado político. Em Novembro de 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou ilegal o estatuto de refugiado. No último dia efectivo de Lula da Silva como presidente, a 31 de Dezembro de 2010 foi decidido não permitir a extradição. A 8 de Junho de 2011, o STF decidiu a libertação imediata de Cesare Battisti.


Bolsonaro, caso fosse eleito, pretendia autorizar a deportação. A 13 de Dezembro de 2018, o  Supremo Tribunal Federal, revogou a decisão que impedia a extradição de Battisti, e ordenou sua prisão pela Interpol ou pela Polícia Federal, o que veio a acontecer no passado dia 12  em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.



 


Há 1 ano aqui na Espuma dos Dias.

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