O PS antecipou a apresentação do programa eleitoral. Certamente que os péssimos números que têm sido anunciados em várias sondagens, são a causa desta antecipação.
Os socialistas chamaram-lhe Projecto de Programa Eleitoral com 21 causas. A apresentação foi feita à hora de almoço. À tarde no parlamento o PSD procurou assustar os portugueses dizendo que se trata de um programa despesista, que irá levar novamente o país a ter novamente a Troika em Portugal.
Muitos portugueses irão atrás do governo e não voltarão a dar o voto aos socialistas. Dirão, mal por mal que fiquem lá estes.
O PS terá uma missão muito difícil para desmontar esta narrativa laranja. António Costa diz que este não é "um programa de facilitismo" mas antes "um programa que faz escolhas". Em relação à crítica do despesismo disse que o programa "Tem aumento de despesa, mas também tem redução de despesa; tem redução de receita mas também de despesa". Eu gostava que tivesse ido mais longe nas propostas, para que o país saísse do estado moribundo em que encontra.
As causas mais importantes do PS são bolsas de habitação acessível, médicos de família para 500 mil portugueses, adopção por casais do mesmo sexo, que todas as infra-estruturas e grandes investimentos em obras públicas sejam aprovados na Assembleia da República por dois terços dos deputados, criação de um Conselho Superior de Obras Públicas para dar parecer sobre os investimentos, reforma da lei eleitoral com a criação de círculos uninominais, combater o insucesso escolar, garantindo 12 anos de escolaridade, apostando fortemente no ensino profissional e investindo na educação dos adultos
Há 1 ano aqui na Espuma dos Dias.