No dia 12 de Março, o cidadão ucraniano Ihor Homeniuk, morreu nas instalações do SEF do Aeroporto de Lisboa. Foram acusados 3 inspectores do SEF da prática de um crime de homicídio qualificado. Na 4ª feira, a directora nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Cristina Gatões, demitiu-se.
Só agora o Estado assumiu a responsabilidade pelo pagamento de uma indemnização pela morte de Ihor Homeniuk à viúva e aos dois filhos menores.
O ministro da Administração Interna também está em maus lençóis e muitos querem a sua demissão também. Marcelo Rebelo de Sousa, que não consegue estar um dia sem comentar a actualidade, veio dizer que é preciso perceber se há um "pecado mortal" no funcionamento do Serviço de Estrangeiros e fronteiras e que, se tal se verificar, a instituição "não serve". Se acaberem com o SEF, estes casos nunca mais acontecerão?
No fim de semana surgiu a notícia que iria ser colocado um botão de pânico nas instalações do SEF no aeroporto para os estrangeiros utilizarem quando estiverem em apuros. A notícia foi mal recebida mas certamente que nenhum inspector, com a existência desse botão voltaria a agredir estrangeiros.