Ontem passaram 100 anos do assassinato em Sarajevo do Arquiduque Francisco Fernando, herdeiro do trono austro-húngaro. Desde 1878 que a Bósnia estava, então, ocupada pelo império austro-húngaro.
O autor do assassinato foi Gavrilo Princip, um bósnio-sérvio, considerado um herói entre os sérvios, que foi logo preso e morreu 4 anos mais tarde, devido a uma tuberculose em Theresienstadt, um campo de refugiados na República Checa.
Este assassinato em Sarajevo ocasionou o Ultimato de Julho, que levaria, em algumas semanas, à eclosão da Primeira Guerra Mundial.
Ontem a Orquestra Filarmónica de Viena deu um concerto no antigo edifício da Câmara da cidade (Vijecnica), o último local visitado pelo arquiduque antes de ser assassinado. Muitos puderam assistir ao concerto nas ruas da cidade, onde foram colocados ecrãs gigantes. A RTP 2 transmitiu em directo a cerimónia.
O edifício, restaurado traz à memória também a Guerra da Bósnia de 1992 pois na altura as forças sérvias que sitiavam Sarajevo bombardearam o edifício a partir da Colina de Trebevic em Agosto desse ano. Foram destruídos livros e escritos de todas as religiões e culturas que viveram ao longo dos séculos no Estado multi-étnico da Bósnia-Herzegovina - escritos da era otomana, livros em latim e sérvio.
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