A Espuma dos Dias no Sapo

Golpe no Níger

No passado dia 26, o presidente do Níger Mohamed Bazoum foi deposto através de um golpe militar. No dia 28, o general Abdourahmane Tchiani, à frente da guarda presidencial, autoproclamou-se líder "do Conselho Nacional para a Salvaguarda da Pátria".


Ontem, milhares de pessoas saíram ontem às ruas do Níger, no 63º aniversário da independência, para demonstrar o apoio ao golpe. Entre a multidão havia bandeiras russas, tendo-se ouvido gritar "Viva a Rússia" e "Viva Putin".


Mesmo detido, Mohamed Bazoum escreveu um artigo para o  The Washington Post, pedindo ajuda aos Estados Unidos e à comunidade internacional para "restaurar a ordem constitucional". Também acusou o Mali e Burkina Faso, países vizinhos do Níger, por "apoiarem o golpe ilegal" e utilizarem mercenários do grupo paramilitar russo Wagner "às custas da dignidade e dos direitos dos seus cidadãos".


Ontem Joe Biden apelou à "libertação imediata" de Bazoum e "à preservação da democracia duramente conquistada pelo Níger".


Certamentenque este golpe não teria ocorrido se o Níger não fosse rico em urânio. 



 


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