A francesa Marlène Schiappa, secretaria de estado da economia social e solidária e da vida associativa, vem hoje na capa da Playboy francesa mas vestida.
Em 2017Marlène Schiappa foi responsável pela pasta da igualdade de género no governo francês, onde se destacou pela sua luta pelos direitos das mulheres, tendo aprovado a nova lei sobre o assédio sexual em 2018, que introduziu multas pesadas para quem cometa injúrias e ofensas sexistas, assedie ou persiga mulheres nas ruas.
Muitas foram agora as críticas feitas a Marlène Schiappa. Marine Le Pen acusou Schiappa de não se comportar adequadamente “nos seus papéis”. A primeira ministra Elisabeth Borne terá mesmo ligado a Schiappa para lhe dizer que a entrevista “não é apropriada”, “sobretudo no atual período” de enorme contestação social às medidas implementadas pelo governo relativamente à reforma antecipada.
No Twitter, Schiappa veio dizer que “A defesa do direito das mulheres ao seu corpo faz-se em todo o lado e a todo o tempo. Em França, as mulheres são livres, gostem ou não os retrógrados e hipócritas.”
O editor da Playboy francesa, Jean-Christophe Florentin, veio defender a decisão de Marlene Schiappa, descrevendo-a como a “política mais compatível com a ‘Playboy'” e dizendo que “Ela percebeu que a revista não é apenas algo para velhos machos, mas que poderá ser um instrumento para a causa feminista.”