Faltavam 3 horas para acabar o mês de Julho quando surgiu a notícia do vencedor da compra do BPN. Tinha ficado acordado com a Troika que o BPN seria vendido em Julho e assim foi.
Os angolanos do BIC ficam com o BPN por 40 milhões de euros. O pior é que o BIC apenas assegura a integração de metade dos 1.580 trabalhadores actuais do BPN, assumindo o Estado os custos com a cessação dos vínculos laborais dos trabalhadores das agências. Para além disso, antes da venda, o Estado terá de injectar mais 550 milhões de euros no BPN
Haviam outras propostas para a compra do BPN como era o caso do Núcleo Estratégico de Investidores (NEI) e do Montepio Geral. O porta-voz do NEI chegou a afirmar que a proposta deste grupo pelo BPN superava os 100 milhões de euros.
Assim vai haver um "desvio colossal" nas contas dos Estado.
Haverá interesses por trás da cortina para que tenha sido o BIC a ganhar a corrida pelo BPN?