Tudo começou em San Antonio de los Baños, a 30 km de Havana, no domingo. Milhares de cubanos saíram às ruas a protestar contra situação económica e pandémica. Os manifestantes gritavam "Cuba livre", "pátria e vida" e "abaixo a ditadura". Um destes slogans é o título de uma música lançada a 16 de fevereiro que teve logo enorme sucesso - Patria y Vida, dos cubanos Yotuel Romero, Descemer Bueno, Gente de Zona, Maykel Osorbo e El Funky.
A resposta às manifestações, pelo presidente cubano Miguel Díaz-Canel foi apontar as culpas aos EUA e convocar uma contra manifestação - "revolucionários às ruas".
Como era de esperar, com a pandemia e sem turistas, Cuba iria sofrer com a pandemia. Infelizmente, Joe Biden ainda não fez nada para acabar com o embargo a Cuba. Ontem apenas veio dizer que "Estamos do lado do povo cubano e do seu clamor por liberdade e alívio das trágicas garras da pandemia e de décadas de repressão e sofrimento económico a que tem sido sujeito pelo regime cubano autoritário".
Quanto à pandemia, Cuba está a atravessar um mau momento, com o número de casos a aumentar diariamente. No sábado os dados oficiais diziam que haviam mais 6923 casos e 47 mortes, num total de mais de 1500 desde o início da pandemia. A semana passada as autoridades de saúde cubanas autorizaram o uso de uma das vacinas desenvolvidas por Cuba - a Abdala, com uma eficácia de 92% após 3 doses.